Bom pessoal, mais do que nunca eu tenho lido livros nacionais. Antes os únicos livros que eu acabava lendo eram os livros pedidos na escola, ou do Paulo Coelho. Mas felizmente criei o blog, entrei ainda mais para a literatura e acabei dando uma chance maior para os nacionais sem ser os famosos Raphael Draccon ou Paula Pimenta.
Dei uma chance para novos, ou nem tanto assim, autores brasileiros. Resultado: não me arrependi nem um pouco. E com isso em mente e, após ter lido uma matéria que me deixou bastante chateada, resolvi estabelecer uma meta de leitura a mim que será bem dificil de cumprir, mas acredito que conseguirei.
Apesar de ter muitos livros na minha lista de desejados, os livros nacionais vem tomando o lugar dos livros internacionais, então pensei, porque não? Porque não focar mais a minha leitura em livros nacionais? Porque não dar uma chance maior a esses escritores e com o blog ajudar na divulgação desses livros? E é isso que estarei fazendo.
A partir de hoje, apesar de já ser meio do ano, estou participando do desafio 50 livros nacionais lidos. Para saber mais, clique no banner. Segue abaixo para vocês, a matéria que me fez tomar uma atitude. E você? Ainda tem preconceito?
1. Dom Casmurro por Machado de Assis
2. A Linhagem por Camila Dornas (resenha)
3. Infinda: A Bela Imperatriz e o Rei dos Contos de Fadas por Domi Milani (resenha)
4. Presságio: O Assassinato da Freia Nua por Leonardo Barros
5. Cores de Outono por Keila Gon
Livro nacional? Não quero!
Por que leitores brasileiros ainda preferem livros estrangeiros?
Semana passada, fui abordado em uma livraria do centro
do Rio por uma moça que queria ajuda na escolha de um livro de suspense ou de aventura.
Entre os lançamentos, recomendei A noite
maldita (ed. Novo Século),do André Vianco, e Fios de prata (selo Fantasy), do Raphael Draccon. A moça estava
bastante entusiasmada com as indicações até ler a biografia dos autores. Sua
expressão mudou subitamente e ela largou os livros com um vigoroso “ai, autor
brasileiro não, né?”. Perguntei qual era o problema e ela se defendeu, dizendo
que o livro não era para ela e que “dar de presente livro nacional pega mal,
né?”. Sem muita paciência, me afastei, mas fiquei observando quando ela pescou
um Harlan Coben na prateleira e enfiou-se na fila para pagar.
Dois dias depois, participei de uma
mesa de debates com autores de literatura nacional no monumento Estácio de Sá.
O evento estava cheio e o entusiasmo dos leitores em ter contato direto com autores
era evidente. Diante de episódios tão díspares, foi inevitável a pergunta: por que brasileiro não lê brasileiros? Especifico:
por que brasileiro não lê brasileiros contemporâneos?
Quero falar daquelas obras de gênero (policial,
fantasia,chicklit, terror) que disputam com os bestsellers e, vez ou outra, conseguem seu espaço no mercado
editorial. André Vianco, por exemplo, chegou na marca de um milhão de
exemplares com suas histórias de vampiro – tema bastante explorado em obras
estrangeiras também.Há romances nacionais para os mais variados gostos, sempre
trazendo características e paisagens tipicamente brasileiras, o que torna a identificação
com a história muito mais eficaz. Por que, então, os livros estrangeiros ainda
têm preferência?

