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segunda-feira, 27 de maio de 2013

RESENHA: A Hospedeira por Stephenie Meyer



Editora: Intrínseca 
Autora: Stephenie Meyer 
Ano: 2009
Páginas: 560 
Nota: 8 

Skoob




O mundo não é mais o mesmo, houve uma invasão alienígena, e aqui, essa espécie é chamada de alma. Poucos humanos sobreviveram aos anos de ocupação, e os que sobreviveram os buscadores caçam até encontrar, sem descanso. Foi assim que Peregrina veio a esse mundo. 

Melanie era da resistência humana, dos poucos que restaram. Ao ver sua prima Sharon tentando se disfarçar enquanto assistiam um noticiário, a garota deixou o conforto, que era pouco pela situação, de sua casa, e saiu deixando para trás também seu irmão Jamie e seu eterno amor Jared, para encontrá-la. Foi assim que Melanie foi pega pelos buscadores, foi cercada e na hora do desespero, se jogou no poço do elevador, ela preferiria morrer ao ser hospedeira, mas se jogar não foi o suficiente, ela sobreviveu e agora aquele corpo pertenceria a Peregrina. 

“Você nunca sabe quanto tempo vai ter.” 

Melanie e Peregrina se comunicam, o que na verdade não deveria ser possível. E, tem também a buscadora, uma alma odiosa que consegue arrumar brigas e discussões até com as almas mais bondosas e pacientes. Ela não dá descanso a Peregrina, enchendo-a de perguntas a quais ela não sabe e também não quer saber responder. Pouco a pouco, Peregrina acaba amando todos aqueles que Melanie amava. São essas duas situações que fazem com que a alma escute a hospedeira e fuja de todos para encontrar Jamie e Jared.

Elas procuraram dias e dias por eles no deserto, onde seria o esconderijo de seu Tio Jeb, mas nada encontram e isso quase as leva a morte. Foi Jeb quem as encontrou e acabou levando-as para seu esconderijo onde a alma não foi bem aceita e é aí que a história realmente começa.

“- Você tentou me matar e agora está me protegendo?
- O mundo é estranho não é?
”
Preciso admitir que o livro me surpreendeu bastante, sempre pelo preconceito da autora, por mais que me interessasse pela sinopse nunca tinha parado pra ler, até agora. Gostei bastante da história, é bem interessante e bem desenvolvida, ela não deixa fios soltos, o que é bem legal. Mas a narrativa é de matar, ela é muito detalhista, chega até ser exagerado e eu não gostei disso, você perde muito tempo narrando os detalhes e os acontecimentos se perdem. 

As primeiras 150 páginas foram maçantes, cansativas e muito chatas. Mas eu como uma boa leitora, não abandonei o livro, continuei lendo e me surpreendi. A narrativa se torna menos cansativa e um pouco menos detalhada, o que já fez com que meu interesse ao livro voltasse. O livro melhorou, e muito, a leitura passou a ser gostosa e fluiu rapidinho. Certas coisas me irritaram, como a Peregrina sempre ser tão desconfiada e sempre estar com aquela paranoia de estarem querendo matá-la.

Mas pra mim o ponto forte do livro foi quando Ian apareceu, posso te dizer com toda certeza, que é a minha paixão literária não só do momento, mas será pra sempre, posso te garantir que assim será. Ele é um poço de amor, muito carinhoso e super protetor. Simplesmente amei.

Infelizmente acho que Meyer pecou um pouco pela narrativa, mas apenas isso porque quem não tem paciência, acaba largando o livro logo e acaba dando má fama. Gostei bastante do final, mas infelizmente ele era muito previsível, pelo menos para mim. Fiquei feliz com a forma como ele acabou e acho que quem é Team Ian deve ter gostado também.

Termino a resenha com a minha citação preferida e que com certeza me fez chorar quando estava lendo o livro. Espero que tenham gostado, deixem nos comentários o que vocês acharam do livro quando leram. Não esqueçam de curtir a page, está aqui na direita. Beijos, Rê.
"Eu, a alma Peregrina, amo você, humano Ian. E isso nunca vai mudar, não importa o que possa acontecer. Fosse eu um Golfinho, um Urso ou uma Flor, pouco importaria. Eu sempre o amaria, sempre lembraria. Você será meu único parceiro."